Um Marquês de Pombal com 1,70 metros em chocolate, chaminés algarvias esculpidas em pastilhagem ou originais doces de amêndoa são as tendências reveladas na "I Mostra Doceira" de Vila Real de Santo António esta quinta-feira.
Em declarações à Agência Lusa a doceira Paula Costa, promotora da "I Mostra de Doçaria Algarvia", explicou que o objectivo da iniciativa foi incentivar os doceiros da região a retomarem a confecção de doces que tenham caído em desuso, mas também trazer mais turistas àquela cidade raiana no Outono.
"Neste momento estou a promover a feira para incentivar os doceiros do Algarve a fazerem algo diferente ou que tenha caído no esquecimento", contou Paula Costa.
Segundo a mentora da mostra de doces pode-se fugir às típicas peras, maçãs e cenouras de amêndoa e criar novos produtos como bolos a três dimensões, bolos invertidos, chaminés esculpidas em pastilhagem ou até uma estátua fundida em chocolate a 50 graus do estadista português Marquês de Pombal.
A escultura do Marquês de Pombal em chocolate foi criada por uma equipa de doceiros da Confeitaria Amaral de Viseu que já arrecadou três recordes do livro do Guiness com o maior pão com chouriço do mundo (oito mil quilos), maior boroa de milho do mundo (4190 quilos) e o maior bolo de aniversário do mundo com 30 metros de comprimento e quatro mil quilos.
O pasteleiro José Ferreira contou à Lusa que para esculpir o marquês teve que ler alguma história de Portugal para se inspirar nas medidas mais aproximadas do iluminista do século XVIII.
A "estátua mede 1,70 metros, tem 68 quilos e 65 centímetros de anca, medidas que eu penso que seriam a dele quando era vivo", conta o pasteleiro, referindo que a estátua do Marquês de Pombal foi feita com chocolate puro fundido a 50 graus de temperatura e trabalhado a 30 graus.
O destino da estátua do Marquês para depois da mostra doceira ainda não foi traçado mas pode perfeitamente ser degustada, observou José Ferreira: "é só começar a partir, meter mão à massa e começar a comer. Haja pessoas para comer".
Ao lado do Marquês de Pombal podem também apreciar-se chaminés - um dos ex-líbris do Algarve - esculpidas em pastilhagem (açúcar em pó e gelatina e amido que leva três dias a confeccionar), mas também doces regionais algarvios com variações às tradicionais peras, maçãs e cenouras.
Os "bem-nascidos" e "bem-criados" - bolinhos de amêndoa para a mãe presentear as visitas ao bebé, toucinhos-do-céu com as flores do Algarve, esses de limão, estrelinhas, dom rodrigos, torta de amêndoa com gila ou tartes de amêndoa são alguns dos doces regionais que vão estar expostos ao longo de várias bancas dos cerca de 20 expositores patentes no evento doceiro.
O certame gastronómico prolonga-se até ao próximo domingo no centro Cultural Aleixo, onde os visitantes podem degustar doces tradicionais algarvios e alentejanos, mas também ver ao vivo os artesãos modelarem pasta de açúcar ou construírem bolos a três dimensões.
A entrada na "I Mostra de Doçaria Algarvia" de Vila Real de Sto. António é gratuita, tem o apoio da autarquia e vai permitir ainda que alunos das escolas do concelho interajam com os pasteleiros, provem doces e experimentem confeccionar algo à base de açúcar e chocolate.
6 Novembro 2009
Fonte: Região Sul







